As comidas em nossas vidas

Quando colocamos em perspectiva a importância da comida para o desenvolvimento das sociedades, podemos enxergar várias questões de forma holística, com a profundidade que merecem. Temos a oportunidade de avaliar nossas práticas, de construir outras possibilidades de mundo, de consumo, de experimentar sabores, reverenciar outras culturas, e reafirmar nossos laços com nossa própria ancestralidade.

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Sobre estabelecer limites e dizer não: Entender as necessidades do corpo e fatores emocionais é um passo importante de autoconhecimento

O não pode ser, também, um ato de (auto)cuidado e de preservação das relações. Quando estabelecemos limites estamos deixando claro os lugares que nos deixam confortáveis, assim como o que nos incomoda.

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Adoecimento e solidão: sintomas invisíveis – nem sempre é fácil pedir ajuda quando se está passando por problemas físicos e emocionais

Pessoas com transtornos alimentares convivem com sentimentos de culpa por conta de sua relação com a comida e costumam buscar esconder seus hábitos alimentares para serem socialmente aceitos.

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Sobre um vazio que parece não ter fim: transtornos alimentares refletem questões emocionais que costumam ser tratadas como menores. Não são.

No consultório, escuto muitos relatos de pessoas que já desconhecem uma vida sem os TAs, pois o adoecimento cria um ciclo no qual, muitas vezes, o indivíduo não se reconhece sem a doença.

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Transtornos alimentares e vida afetiva: Medo de rejeição e sensação de vergonha costumam afligir pessoas vivendo com transtornos alimentares, afetando suas emoções

Nossa vida afetiva, seja ela em um relacionamento amoroso, familiar, de amizade, de trabalho etc, é atravessada por vulnerabilidades e confiança, em maior ou menor medida. Então, imagine como é se sentir culpada por sua relação com a comida, com seu corpo, com a sua aparência?

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Natal, felicidades e ausências

A felicidade é uma construção diária e ela não é oposta à tristeza. Elas podem andar juntas. A gente pode estar feliz de estar celebrando mais um ano ao lado de quem ama e, ao mesmo tempo, estar triste porque alguém muito importante para nós não está mais conosco.

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O horror do etarismo e da pressão estética: Filme “A SUBSTÂNCIA” usa ficção para abordar os danos físicos e psicológicos causados pela indústria da beleza

De forma impactante, o filme mostra como somos afetados por uma cultura que valoriza a juventude e descarta a velhice e que se alimenta da constante insegurança em relação à própria imagem, como se fosse preciso haver um vazio constante, jamais preenchido.

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Tempo não é dinheiro; é mais valioso que isso. O capitalismo nos faz acreditar que precisamos estar sempre produzindo, descartando a importância do lazer

É uma falácia dizer que todos temos as mesmas 24 horas. Questões de gênero, classe, raça, entre outras, influem em muito em como as pessoas podem acessar trabalho e descanso. Tudo fica mais difícil, também, quando glamourizamos a correria.

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O poder transformador dos encontros: sobre estar aberto e aprender com o outro, nas situações positivas ou negativas

Os encontros não serão sempre positivos. Às vezes, são experiências dolorosas, traumáticas até. As diferenças de perspectiva de vida, as invalidações da nossa voz, as dores que também podemos causar no outro, tudo isso é parte dessa experiência intensa e imprevisível que é viver.

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A diversidade dos corpos está sendo abandonada? Após anos de melhoria na pluralidade dos corpos, padrões de magreza estão voltando a ganhar destaque

Precisamos ficar atentos para não retrocedermos. É importante que cobremos das marcas que abram espaço para o diverso, para que criem produtos que acolham as diferentes formas de existir e também que possamos ter, no cotidiano, um olhar despido de preconceitos.

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O que é equilíbrio na vida e na alimentação? Ouvimos falar muito sobre ter uma "vida equilibrada”, mas existe uma fórmula ou conceito que é adpatável?

Cada indivíduo tem suas próprias necessidades e suas demandas físicas e emocionais. Por isso, quando falamos em equilíbrio, precisamos ter cuidado. Um sinal de que há algum descompasso é quando, por exemplo, existe cansaço e sofrimento em demasiado. Se estamos trabalhando em excesso, se a forma como nos alimentamos não nos traz satisfação ou está nos adoecendo, se não encontramos tempo para parar e respirar, por exemplo.

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Engolir palavras, não digerir sentimentos: dificuldade de verbalizar emoções pode gerar problema na saúde emocional e física

A alimentação reflete nossos hábitos e pode indicar disfuncionalidades na nossa saúde emocional. Por isso, quanto mais acostumados estivermos em verbalizar nossos sentimentos, em colocar nossas necessidades, falar sobre nossas dores, apreciar nossas felicidades, mais leve costuma ser o processo.

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Compulsão alimentar e redes sociais: jovens são os principais atingidos pelo uso excessivo de telas, influenciando em questão de autoimagem

O uso excessivo de telas, principalmente o consumo de redes sociais e de conteúdos que estimulam padrões de magreza e comportamentos de risco, pode gerar problemas de autoimagem, ansiedade e depressão.

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Nutrição e linguagem: o poder das palavras na nossa alimentação e relação com o corpo

Quando se estabelece um padrão, também se cria exclusões. Precisamos, antes de tudo, desconstruir valores associados a comidas e tamanhos de corpos. Como pensamos o outro e nós mesmos está diretamente influenciado pelas palavras e seus significados.

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Alimentação é política: É urgente garantir segurança alimentar e tratar os transtornos alimentares como questões de saúde pública

Quando falamos que comida é política, estamos falando da importância de garantir que todos tenham direito a se alimentar dignamente, que haja espaço e fortalecimento para a agricultura familiar, quem planta, onde e como o faz; para a diversidade de alimentos, pelo respeito à natureza e também às dinâmicas culturais.

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