Quando colocamos em perspectiva a importância da comida para o desenvolvimento das sociedades, podemos enxergar várias questões de forma holística, com a profundidade que merecem. Temos a oportunidade de avaliar nossas práticas, de construir outras possibilidades de mundo, de consumo, de experimentar sabores, reverenciar outras culturas, e reafirmar nossos laços com nossa própria ancestralidade.
Leia maisA comida é uma forma de perpetuação. De tradições familiares, de culturas. Pode ser uma porta para conhecermos outras formas de experienciar o mundo. Os sabores podem ativar nossos sentidos, nos ajudar a entender a vida de outra forma.
Leia maisO não pode ser, também, um ato de (auto)cuidado e de preservação das relações. Quando estabelecemos limites estamos deixando claro os lugares que nos deixam confortáveis, assim como o que nos incomoda.
Leia maisQuando perdemos alguém que amamos, temos a impressão (ou a esperança) de que um dia o luto “vai passar”. É uma perspectiva que também nos é reforçada constantemente, como se aquele vazio, uma hora, fosse deixar de existir.
Leia maisPessoas com transtornos alimentares convivem com sentimentos de culpa por conta de sua relação com a comida e costumam buscar esconder seus hábitos alimentares para serem socialmente aceitos.
Leia maisNo consultório, escuto muitos relatos de pessoas que já desconhecem uma vida sem os TAs, pois o adoecimento cria um ciclo no qual, muitas vezes, o indivíduo não se reconhece sem a doença.
Leia maisA forma como eu, você e cada pessoa sente é diferente. Tentamos, através da linguagem, dar conta dessa complexidade, descrevê-la, mas o fato é que as emoções nos atravessam de forma única. E nosso corpo é um catalisador dessas vivências.
Leia maisEm nome de um padrão físico, muitas pessoas colocam suas saúdes físicas e mentais em risco, praticando ações perigosas, como seguir dietas que prometem emagrecimento rápido, independente das consequências.
Leia maisNossa vida afetiva, seja ela em um relacionamento amoroso, familiar, de amizade, de trabalho etc, é atravessada por vulnerabilidades e confiança, em maior ou menor medida. Então, imagine como é se sentir culpada por sua relação com a comida, com seu corpo, com a sua aparência?
Leia maisA felicidade é uma construção diária e ela não é oposta à tristeza. Elas podem andar juntas. A gente pode estar feliz de estar celebrando mais um ano ao lado de quem ama e, ao mesmo tempo, estar triste porque alguém muito importante para nós não está mais conosco.
Leia maisAs “confras” reúnem amigos, colegas de trabalho e familiares, dependendo do seu contexto. E, em meio a essa alegria e camaradagem, também podem surgir comentários inconvenientes sobre a aparência, hábitos, gostos, entre outros.
Leia maisDe forma impactante, o filme mostra como somos afetados por uma cultura que valoriza a juventude e descarta a velhice e que se alimenta da constante insegurança em relação à própria imagem, como se fosse preciso haver um vazio constante, jamais preenchido.
Leia maisÉ uma falácia dizer que todos temos as mesmas 24 horas. Questões de gênero, classe, raça, entre outras, influem em muito em como as pessoas podem acessar trabalho e descanso. Tudo fica mais difícil, também, quando glamourizamos a correria.
Leia maisOs encontros não serão sempre positivos. Às vezes, são experiências dolorosas, traumáticas até. As diferenças de perspectiva de vida, as invalidações da nossa voz, as dores que também podemos causar no outro, tudo isso é parte dessa experiência intensa e imprevisível que é viver.
Leia maisPrecisamos ficar atentos para não retrocedermos. É importante que cobremos das marcas que abram espaço para o diverso, para que criem produtos que acolham as diferentes formas de existir e também que possamos ter, no cotidiano, um olhar despido de preconceitos.
Leia maisCada indivíduo tem suas próprias necessidades e suas demandas físicas e emocionais. Por isso, quando falamos em equilíbrio, precisamos ter cuidado. Um sinal de que há algum descompasso é quando, por exemplo, existe cansaço e sofrimento em demasiado. Se estamos trabalhando em excesso, se a forma como nos alimentamos não nos traz satisfação ou está nos adoecendo, se não encontramos tempo para parar e respirar, por exemplo.
Leia maisA alimentação reflete nossos hábitos e pode indicar disfuncionalidades na nossa saúde emocional. Por isso, quanto mais acostumados estivermos em verbalizar nossos sentimentos, em colocar nossas necessidades, falar sobre nossas dores, apreciar nossas felicidades, mais leve costuma ser o processo.
Leia maisO uso excessivo de telas, principalmente o consumo de redes sociais e de conteúdos que estimulam padrões de magreza e comportamentos de risco, pode gerar problemas de autoimagem, ansiedade e depressão.
Leia maisQuando se estabelece um padrão, também se cria exclusões. Precisamos, antes de tudo, desconstruir valores associados a comidas e tamanhos de corpos. Como pensamos o outro e nós mesmos está diretamente influenciado pelas palavras e seus significados.
Leia maisQuando falamos que comida é política, estamos falando da importância de garantir que todos tenham direito a se alimentar dignamente, que haja espaço e fortalecimento para a agricultura familiar, quem planta, onde e como o faz; para a diversidade de alimentos, pelo respeito à natureza e também às dinâmicas culturais.
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